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08 janeiro 2015

TOP 5 Melhores de 2014


2015 já chegou!!!

Antes de começarmos o ano falando sobre leituras novas, vou citar 5 livros que li ano passado e que posso considerá-los como “Os Melhores”.

Confesso que não foi fácil fazer uma lista assim, pois cada livro possui uma peculiaridade que é difícil ressaltar os elementos que os fazem como os melhores.

Minhas leituras fluem de acordo com o que quero ler no momento. Felizmente não sou aqueles que leem por puro desejo de estar na moda. Sendo assim, os livros que citarei não são necessariamente lançamentos de 2014.

1 – Divergente

Poucos dias antes do lançamento do filme, li Divergente. Amo distopias, por isso é meio suspeito eu não ter gostado. Mas ao entrar neste mundo apresentado pela Veronica Roth eu fui me apaixonando deliberadamente pela trilogia. Pegou-me de jeito! Como todos os livros que possuem divisões, é difícil não se auto-analisar para saber qual das facções você pertence. Sou Divergente!!! Encaixaria-me perfeitamente na Abnegação, Amizade ou Erudição. Como nem tudo são flores, descobri o final, e por este motivo estagnei na metade de Convergente.

2 – Estilhaça-me

Suspiros. Suspiros. Suspiros. Suspiros. Suspiros... Que trilogia maravilhosa! Acredito que esta trilogia é a melhor das melhores leituras do ano passado. Sim, é uma distopia, mas juro que é boa independente do estilo literário. Sabe quando você se apaixona pelo personagem e você precisa saber o que acontecerá com ele? Pois é, aconteceu com o Warner. Por mais que está trilogia seja pouco conhecida – pelo o menos vejo poucas pessoas falando sobre a mesma – merece ser destacada na estante de cada uma. Não julgue o livro pela capa, as brasileiras são terríveis, ainda bem que a Novo Conceito se redimiu mandando jacktes das capas americanas.

3 – Fazendo Meu Filme

Só ouvia dizer amores pela Paula Pimenta, então fui conferir por mim mesmo. Como ninguém-quer-nada a série vai te ganhando aos poucos. Cada personagem é único. Fani, nossa protagonista, pode ser antipática às vezes e chorona muitas outras, mas isso não impede de se apaixonar pela história. Dos 4 livros, meu favorito é o terceiro, pois o mesmo foi o que eu amei e odiei ao mesmo tempo! Como a Srta Pimenta pôde fazer isso comigo?! Juro que no final do terceiro livro quase fiz uma besteira. Enfim, gostei muito desta história que se passa aqui em BH! (Tão bom ler uma história que se passa ao lado de casa).

4 – Fake

Este é o primeiro livro que li com a temática homossexual. Nunca havia lido um livro onde o casal era gay. E fico orgulhoso ao saber que este livro bom é nacional. Felipe Barenco soube escrever um romance lindo e que qualquer um, disse ‘qualquer um’, pudesse ler e se emocionar junto.

5 – Anna e o Beijo Francês

Stephanie Perkins sua safada, por que tem que ser tão boa? Sério. Anna e o Beijo Francês é o meu chick lit favorito. O livro se resume em fofo e cheio de suspiros. Nada mais a declarar. O melhor é saber o que beijo francês quer dizer (OK! Confesso que pesquisei no Google). Estou super ansioso pelo lançamento do terceiro livro dela. Cadê você publicando ‘Isla and the Happily ever aftar’, Novo Conceito?

Se analisarmos as trilogias e série, minha lista ultrapassa os 5 melhores livros, mas para isso consideramos somente a essência. Certo? E é tão bom poder ter aqueles que você diz ser ‘meu favorito’ quando alguém pergunta. Mas Jogos Vorazes continua sendo meu Best Ever!!!

Agora quero saber de vocês, quais foram seus favoritos de 2014?

16 janeiro 2013

NEWS: População de BH é a que mais lê livros no país

Sabemos que o número de leitores está crescendo bastante. As livrarias estão sempre cheias e, ainda mais, com a novidade dos e-books o crescimento de novos leitores será ainda maior em 2013.
Entre julho de 2011 e Agosto de 2012, foi feito uma pesquisa pelo Ibope Média avaliando a parcela dos brasileiros que leram algum livro nos últimos 30 dias entre estas datas. Belo Horizonte, ao lado de Porto Alegre, liderou o ranque dentre as capitais com o melhor índice apurado de 41%.

Por mais que a quantidade de leitores vem aumentando nos últimos tempos, ainda é muito pouco. 33% dos entrevistados disseram que leram algum livro dentre o período pesquisado, sendo que 53% afirmaram ler com certa frequência e 47% só leem às vezes.

Ao todo, foram realizadas 20.736 entrevistas das classes AB, C e DE de 12 a 75 anos nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Brasília e em outras cidades do interior de São Paulo e das regiões Sul e Sudeste. Não sendo nenhuma novidade, os resultados apontam que 60% do grupo de leitores são compostas por mulheres.

Vocês devem estar se perguntam o motivo de eu estar escrevendo isso. Respondo, eu sou de Belo Horizonte. E não, não respondi a pesquisa, o que cresce mais um pouquinho a porcentagem. ;)
Fonte(OTempo)

13 janeiro 2013

Qual a diferença entre SAGA e SÉRIE?


Bom, não sei quanto a vocês, mas confundo muitas vezes o significado de SAGA e SÉRIE. Resolvi fazer uma pesquisa para eu, de uma vez por todas, não confundir mais.
A termologia SAGA é geralmente usada para obras de caráter épico, onde toda a história é movida por um objetivo, um argumento central. Podemos assim dizer que, por exemplo, O Senhor dos Anéis é uma SAGA, pois tem como objetivo a destruição do anel do poder, então por toda a trilogia os personagens seguem o decorrer da história para destruir o mesmo, impedindo que ele volte às mãos do seu criador. Em algumas outras fontes, diz-se também que SAGA é utilizada para algo que tem uma longa duração (anos, época, etc.).

Já a SÉRIE é quase a mesma coisa que SAGA, a diferença é que a SÉRIE tem um espaço de tempo menor. Encontram-se também várias histórias dentro da mesma, vários relatos e acontecimentos que se estendem para formar o todo da SÉRIE. Um exemplo seria os livros do Harry Potter, onde a cada livro é um ano em Hogwarts, cada livro é uma história diferente, mas alguém poderia perguntar: “Harry Potter não é uma SAGA, pois ela retrataria a derrota de Voldemort?”. Bom, acredito que com o passar do tempo nas séries, há algumas consequências onde tem de ter um motivo para a história, mas não significa que HP é uma SAGA, e sim, para mim, uma SÉRIE.

Concluímos que SAGA e SÉRIE é quase a mesma coisa, uma é a busca de algo durante toda a trama e a outra são diversos acontecimentos que no fim há um desfecho significativo. Espero que tenha me feito entender, sempre tive dúvida quanto ao significado destas palavras. Espero que tenha ajudado a aqueles tinha a mesma dúvida que eu.

28 dezembro 2012

Te Desejo um Feliz Todo Dia É Ano Novo



Mais um ano se passou. Damos adeus às coisas antigas e ruins e recebemos de braços abertos o novo ano que chega.
Mas um ano se passou... Esse ano eu aprendi uma coisa genial. Aprendi que não existe um ano novo somente no dia primeiro de Janeiro, mas que TODO DIA É ANO NOVO.

TODO DIA É ANO NOVO em cada página virada;
TODO DIA É ANO NOVO em cada recomeço de uma história;
TODO DIA É ANO NOVO em cada novo capítulo;
TODO DIA É ANO NOVO em cada fim que chegamos;
TODO DIA É ANO NOVO em cada novo personagem que ganha nossa admiração;
TODO DIA É ANO NOVO em cada novo minuto.

Paramos e percebemos que podemos recomeçar todos os dias, não temos mais desculpas ao dizer ‘Ano que vem prometo que será tudo diferente’, ‘Prometo perder peso, ano que vem’, ‘No próximo ano Prometo trabalhar mais’, ‘Prometo, Prometo, Prometo’. Temos o poder em nossas mãos, podemos transformar todos os nossos Prometo’s em rotina.

“Para você ganhar um Ano Novo não apenas pintado de ouro, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente. É dentro de você que o Ano cochila e espera desde sempre.” Andrade, Carlos Drummond de – Receita de Ano Novo.

É com essa mensagem que escrevo meu último post de 2012. Sou muito realizado por ter criado o Blog CZ e aos poucos ele vai crescendo, tenho que dividir meu tempo com faculdade, trabalho e leituras, mas sempre estou aqui. Tenho alguns planos para o blog (Planos não são promessas) que quero executá-los o quanto antes. É meio difícil velejar um grande barco sozinho. Difícil, mas não impossível.

São em pequenas coisas que damos realmente valor. Sou grato por todos os leitores do blog, pelos blogs parceiros, pelos escritores parceiros (Em especial a Lu Piras que com muito carinho se disponibilizou a participar do ‘Manual de Bolso Para NovosEscritores’) e pela editora Novo Conceito (nossa primeira editora parceira).

Desejo a todos um Feliz Todo Dia é Ano Novo e espero que cada um não espere muito para começar a cumprir suas metas e desejos. Somos feitos de sonhos e a cada sonho realizado nos fazemos maior do que já somos. Desejo um ótimo 2013!!

17 dezembro 2012

Epidemia de '50 Tons de Cinza'

O que devo pensar quando cada vez que olho para uma pessoa na rua e ela carrega em suas mãos um exemplar de 50 Tons de Cinza? Ônibus, metrô, bancos do shopping, praças... Já perdi a conta dos lugares que vi alguém lendo o mesmo. Em todas as situações são mulheres, para ser mais claro. De duas ou uma: O livro é muito bom (sendo direcionado para o público feminino) ou as mulheres estão ficando pervertidas (no bom sentido da palavra, se existe).


Só para constar, não li o livro. Não li por preconceito, mas por ele não entrar no meu gosto literário. De qualquer forma, o que me intriga é a fama que ganhou em tão pouco tempo, ainda mais abordando o masoquismo como um dos temas.

O que percebi em resenhas que li sobre, entre outras críticas, é que a mulher é tratada com um objeto sexual. O mais irônico é que foi uma mulher quem escreveu o livro. Por mais que não tenha lido o livro, posso presumir que ele retrata a forma lúdica de uma mulher que não é segura de si mesmo, com seu corpo e jeito de ser, então aparece um homem que é desejado por todas e acabam ficando juntos. E com muita sacanagem no meio, só para retratar, em minha opinião, que todas podem ter sacanagem na vida.

Só quero relembrar que não estou julgando o livro, não de forma preconceituosa pelo o menos. Só quero entender o porquê de ter virado uma epidemia mundial, agora eu entendo as pessoas que criticam a Saga Crepúsculo entre outros, espera um segundo, o livro foi baseado na Saga Crepúsculo (Fim Do Mundo).

Não quero ser presunçoso, longe disso, mas me assustei de verdade ao me deparar com tamanha coisa. Pessoas que vejo todos os dias dentro do ônibus, que nunca vi com um livro nas mãos, vejo-as com 50TDC. Quem sabe, pelo o menos, ele dá um incentivo para que não parem de ler.

31 outubro 2012

SUBLIME:



Amanheceu. O sol já estava emanando o seu calor brando da manhã, o seu brilho trouxera para meus olhos desconforto, não conseguindo abri-los. Aguardando alguns segundos até que me sinta confortável para arriscar a descobrir onde eu estou, permaneço imóvel buscando em minha mente os últimos acontecimentos, não me recordo do que aconteceu na noite passada, não posso acreditar na hipótese de que meus amigos estejam mortos.

Após deixar a casa do Marcão, comecei a caminhar sem destino, estava exausto, mas não conseguia parar. Minhas pernas não obedeciam ao meu comando, caminhei por toda a noite, e quando ameaçou amanhecer, não me recordo de mais nada.

Deitado no chão, eu faço com as mãos uma proteção para os olhos. Tento observar em minha volta, para reconhecer a minha localidade. Não faço ideia de onde eu esteja. Levanto-me com certa dificuldade, cambaleando. De pé, percebo que o lugar onde estou é um campo abandonado, amplo e vasto, sem nenhuma vegetação.

Ao final do campo percebia-se um matagal, me dispus a dar o primeiro passo. Estou fraco. Meus pés movem lentamente, mas aos poucos vou ganhando velocidade atravessando o campo em rumo ao meu destino. Comecei a ouvir passos rápidos e ruídos do qual não conseguia distinguir a medida que me aproximava do matagal. Quanto mais próximo, mais altos eram os ruídos. Agora, estando cara a cara com a entrada para matagal, gelo ao perceber que ele é escuro e nebuloso. Ao dar o primeiro passo dentro do matagal obscuro, percebo que não ouvia mais os ruídos. Meu corpo estava gelado, sentia a tensão distribuída por todas as partes do meu corpo, cada partitura rígida me trazia um pressentimento de que não estava seguro ao entrar ali.

Andando por um caminho estreito devido os arvoredos mal distribuídos, desviava de direção constantemente levando-me a ficar perdido. Dificilmente conseguia distinguir se já havia estado ali antes, ou passado por aquele outro caminho. Decido marcar nos trocos velhos e secos, desenhos para marcar o que já percorrido.

“Você tem que seguir os seus extintos, Pedro”, podia imaginar Marina me dizendo, “Feche os olhos, seja sensato e busque a saída deste lugar”, terminava. Como eu poderia seguir os conselhos de Marina, ela estava morta e eu não fiz nada, fique ali, assistindo enquanto todos morriam. Foi quando voltei a ouvir os passos rápidos. Olhava por todos os lados, mas não percebia de onde vinham, parecia que estava por todos os lados.

Sentia que o que fosse isto, estava se aproximando. Comecei a correr desesperadamente. Não via mais as árvores onde havia marcado como caminho já percorrido. Desviando para não trombar com os obstáculos no meu caminho, quando cheguei à clareira, local desmoitado e cercado pelo matagal.
Não havia como mais fugir, toda a clareira estava cercada. Não conseguia ver quem era ou o que, estavam escondidos nas penumbras das árvores.

  – Quem são vocês? O que querem? – comecei a gritar, estava cansado e não conseguia mais correr. Os ruídos começaram a ecoar novamente pelas árvores a fora. O som era ensurdecedor, sem nenhuma harmonia, tampei meus ouvidos com as mãos para abafar o barulho. Fraco no chão, entre as árvores saíram seres diabólicos. Fantasmas sedentos de escuridão procurando por carnificina. Suas peles podres, lembrando a morte. Suas vestimentas corrompidas, arrastando pelo chão.

Meu corpo doía, não sobrava nenhuma força para que pudesse lutar contra aqueles seres. Eles sugavam de mim toda a vida que existia em meu ser e no seu lugar, colocavam as trevas do qual não conseguia evitar.

CONTINUA...

08 outubro 2012

REMAKE: Toy Story 3



Para quem realmente é fã dos desenhos de “Toy Story”, se emocionaram com a cena final do terceiro filme, onde Andy esta indo para a faculdade. Já um menino crescido, ele precisa desfazer da sua infância para poder continuar em frente. Com todos os seus antigos brinquedos dentro de uma caixa, ele leva os mesmos para Bonnie, uma menininha.

Estudantes de cinema criaram um projeto titulado “Live-Action Toy Story Project” onde adaptaram a cena citada com atores reais. Ficou divinamente parecida e não eles não deixaram perder o encanto e a emoção real do filme.

Sem mais delongas assistem a cena original e logo depois a adaptação.

Cena Original (Dublado)


Cena  Construída


E o que você acharam? Comentem.

06 setembro 2012

PARCERIA: Editora Novo Conceito


Sabe quando você esta muito feliz? Mas feliz, feliz mesmo? Pois é galera Zazuleica, o CZ conseguiu sua primeira editora parceira. A Novo Conceito nos deu a graça de parceria com o blog.

Admito que leio bastante livros da NC, quase 50% da minha estante é formada por livros da mesma. Presenteando-nos com romance, fantasia, distopia e diversos outros mundos que nos alegram. Incentivando a leitura, com paixão pelos livros, fazendo crescer cada dia mais a sua credibilidade.
Vamos ver os novos lançamentos da Editora.

Você acredita que o amor pode durar para sempre?
Jesse Sienna não. O casamento de seus próprios pais era respeitável mas sem paixão; e sua própria história romântica indica que o amor queima ardentemente antes de desaparecer por completo. 
Então, quando seu pai, Mickey, muda-se para sua casa e parece não compreender o relacionamento superficial de Jesse com sua atual namorada, mas Jesse não lhe dá atenção. É apenas um exemplo do quão diferente eles são e fica mais evidente que ele e seu pai nunca terão uma ligação mais profunda.
Mas a verdade é que Mickey Sienna conhece mais sobre amor do que a maioria das pessoas conseguem aprender na vida toda.
Há mais de cinquenta anos, ele encontrou o amor mais verdadeiro que a vida pode oferecer. Ele sabe das infinitas recompensas de investir seu coração e sua alma em alguém... E conhece o prejuízo devastador de deixar esse alguém perfeito escapar.

Quando Mickey percebe que Jesse não está dando valor a uma mulher extraordinária, decide que é hora de contar a história que nunca contou para nenhum de seus filhos a Jesse. Durante os meses seguintes, Mickey mostra seus momentos mais particulares e felizes para seu filho... e muda a percepção de Jesse em relação ao amor e as possibilidades de um relacionamento duradouro para sempre.

No dia 21 de dezembro de 2012, o calendário maia acabará. Muitos veem isso como um sinal apocalíptico. Será? A longa espera pelo romance da Celestine Serie.
A 12ª Profecia descreve Hero e seu amigo Wil quando recebem um pedaço de mistério, um manuscrito antigo que descreve uma aproximação secreta à espiritualidade que está chegando com rapidez à segunda década do século XXI.
Para entender todo o contexto desse texto, Hero e Wil começam uma busca urgente pela veracidade e totalidade dessa mensagem. Confrontados por políticos poderos e religiosos extremistas, ele lutarão para revelar a verdade que pode transformar nossas vidas — e o mundo.


“Somos Jovens, estamos em constante  movimentação e temos o mercado editorial em nosso DNA.”

28 agosto 2012

TEXTO: Um Dia Você Aprende


Um texto de Shakespeare.

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. 

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a pedoá-la.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.

Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.

Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. (…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida.

20 julho 2012

TOP 5 Livros Onde a Amizade Faz Toda a Diferença

Não se sabe ao certo quando surgiu o dia do amigo, mas temos uma das hipóteses.

Voltemos há exatamente 49 anos atrás. 20 de Julho de 1969 na Argentina, onde Enrique Ernesto Febbraro se inspirou com a chegada do primeiro homem à lua, considerando a conquista não somente uma vitória cientifica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Assim, durante um ano, ele divulgou o lema: “Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro”. Vários países, aos poucos, foram adotando este dia como o dia da amizade.

Inspirado neste dia especial eu resolvi criar a coluna Top 5, sendo que hoje, mostraremos os cinco livros onde a amizade fez toda a diferença.

1 – Harry Potter


Não poderia começar em falar sobre amizade em livros não citando o trio mais amistoso de todos os tempos. Harry, Roney e Hermione os amigos mais lindos de todos os livros já publicados. O Corajoso, o engraçado e a inteligente. Uma amizade que cresceu de tamanha forma na série que no fim eles se transformaram em uma família (literalmente). Uma amizade cheia de magia e encanto que conquistou o mundo inteiro.

2 – Percy Jackson e os Olimpianos

Eles mal chegaram e já estão criando vários corações apaixonados. Percy, Grover e Annabeth são os mais novos amigos aventureiros do campo literário. Aqui não temos preconceitos, meios-sangues e sátiros podem construir uma verdadeira amizade. Por mais que nos livros, sempre vai crescendo o grupo de amizade deles, a essência do grupo são eles, que dão força um para o outro.

3 – Sherlock Holmes e Dr. Waltson

Claro que Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro Waltson entrariam em nossa lista. Uma amizade nutrida pelo desejo de desvendar diversos crimes e mistérios.

4 – Diários do Vampiro

Aqui encontramos Elena loira, Bonnie e Meredith. Três amigas que, juntas, vão lidar com a situação de conviverem com vampiros ao seu redor. Onde Elena se apaixona por um chupador de sangue. A amizade entre as meninas fica um pouco abalada por isso, mas amizade verdadeira sempre vence os empecilhos.

5 – Pretty Little Liar

As amigas mais mentirosas de todos os tempos, que sabem guardar segredos por sete chaves. Os segredos que elas escondem, fazem com que se unem mais. Juntas vão tentar a todo custo, desmascarar aquele que as estão ameaçando.

Hoje é um dia especial para você se declarar para aqueles que te suportam e não falam nada, aqueles que fazem você pagar mico e aqueles que você não saberia viver sem. Não conseguimos viver sem amigos, todo mundo tem pelo o menos um. Não seja bobo e declare seu amor pelo seu amigo. #FelizDiaDoAmigo

13 julho 2012

Aconteceu em uma Sexta-Feira 13



Já era noite e devido à tempestade que caia, o bairro estava totalmente sem luz. A galera da escola resolveu se juntar na casa do Marcão para comemorar o seu aniversário, mas a chuva impediu que nossa diversão continuasse. Sem música ou bebidas gelada, ficamos sentados na sala esperando a luz voltar.
 –Não aguento mais ficar sentada aqui – reclama a Luiza se ajeitando no sofá. – Podíamos fazer alguma coisa para passar o tempo.
– Meio difícil fazer alguma coisa nesta situação Lu – digo sem ânimo.
– Por que não fazemos a brincadeira do copo? – propôs Vitor.
Todos se entreolharam, estava um pouco difícil de ver claramente a expressão de cada um. A luz emanada das poucas velas distribuídas no espaço foi o suficiente para perceber a tensão de todos. Não acredito nestas superstições. Não sou uma pessoa que se assusta fácil, mas prefiro não participar destas coisas que mexem com o sobrenatural.
– Eu topo! – aceitou o Marcão levantando-se do chão e indo em direção ao quarto. – Vou pegar tudo que precisamos para começarmos a jogar.
Quando Marcão saiu da sala, vi Marina congelar. A garota sempre fora a medrosa de todo o grupo, sabia que ela estava calada este tempo todo, porque estava com medo do escuro. Posso imaginar o que esteja passando pela sua cabeça, ainda mais agora depois desta conversa de jogo do copo.
Nunca participei desta brincadeira. Sei que este jogo serve como meio para comunicar com os espíritos, pelo o menos é o que dizem. Talvez isso seja somente usado para assustar as pessoas, talvez isso não seja real, não existe nenhuma forma de se comunicar com outra dimensão.
Marcão volta à sala e joga na mesa de centro, cartões com letras que ele havia pegado no quarto de sua irmã, colocou o copo que trouxe da cozinha no meio e escreveu as palavras ‘sim’ e ‘não’ cada uma em um papel diferente colocando-as em paralelo ao copo.
– Todos sabem como se joga? – Marcão pergunta.
– Tem certeza que querem fazer isso? Quero dizer, podemos arrumar alguma coisa divertida para passar o tempo.
– Estou com o Pedro, não acho uma boa ideia brincarmos com isso – finalmente Marina se manifestou, concordando comigo.
– Parem com isso galera. É só um jogo, nada de ruim vai acontecer.
Não me senti seguro com as palavras do Fernando, é claro que todos eles estavam levando isto na brincadeira, afinal, quem nunca brincou disso pelo o menos uma vez na vida? Eu. Minha vontade era sair daquela sala antes deles começarem, mas a chuva ainda estava forte lá fora. Todos saíram de seus lugares e se sentaram em volta da mesa já arrumada.
– Coloquem um dedo por cima do copo cada um de vocês, vamos começar a jogar.
– Eu pergunto – Luiza estava toda animada com o início do jogo, acho que só Marina e eu estávamos preocupados com o que poderia acontecer. – Tem alguém ai?
Marina fecha os olhos quando a Lu fez a pergunta, me coração acelera. O copo não se move, fica instável. Todos se entreolham, fico feliz pelo copo não ter se mexido. Luiza estava intrigada, então refez a pergunta com mais força “Tem alguém aí?”.
O copo começa a se mover lentamente, meu coração bate mais rápido. Marina apertava seus olhos com muita força. O copo se movimentava pela mesa, meu dedo que estava por cima começou a tremer, não estava fazendo força e nem estava empurrando o copo. Ele se movia, lentamente, em direção ao “sim”.
– Parem! – gritou Marina se levantando. – Isto é ridículo, não somos mais crianças para brincarmos com este jogo estúpido.
– Calma Nina, estamos só nos divertindo. Se você estiver com medo, pode ficar no sofá.
– Fernando, eu não estou com medo. Eu... Só não estou a fim de participar disso.
Enquanto todos estavam distraídos ouvindo a discussão entre Marina e Fernando, me voltei para olhar a mesa. Realmente era uma estupidez o que estávamos fazendo. De repende meu coração começa a disparar, a bater bem rápido enquanto eu via o copo se mover sozinho. Não tinha forças para gritar, mas minha expressão chamou a atenção de Luiza que se virou em direção para onde meus olhos apontavam. Não havia nenhum dedo por cima do copo, e ele se movia. Como isso era possível?
– Quem está ai? – Pergunta Luiza com medo em sua voz.
O copo começa a se mover em direção as letras espalhadas pela mesa. O copo vai se dirigindo as letras. Quando ele finalmente para, meus olhos se arregalam não acreditando no que vi. Morte. Ele disse que era a morte quem estava ali na sala com todos nós.
Todos estavam olhando aquilo, via em seus olhos o medo aparecendo. Marina, que estava aterrorizada, não se hesita em sair pela porta correndo, mas quando ela chega próximo dela, a porta se fecha sozinha.
– O que você quer? – Ela grita em pânico.
“Sangue” escreve o copo.
A partir desde momento, não me lembro do que aconteceu ao certo. Marina começou a gritar e bater na porta. A janela que estava trancada se abriu abruptamente, uma ventania começou a entrar pela sala. Eu queria fazer alguma coisa, mas não conseguia. Marcão que estava inerte pelo que estava acontecendo, vai em direção à janela tentando fechá-la. Ventava muito na sala, o vento levou os cartões das letras que estava por cima da mesa. Sangue. Lembro-me do que a morte havia dito o que queria.
Sangue. Sangue. Sangue.
Fiquei repetindo esta palavra em minha cabeça por muito tempo. Quando virei minha atenção para Marina, ela estava parada no meio da sala. Parecia que ela estava hipnotizada, percebi que ela segurava nas mãos o copo que usamos no jogo. Queria gritar seu nome, mas não consegui. Ela havia quebrado o copo na mesa. Sangue. Novamente me recordo do que a morte disse o que queria, tentei me levantar, mas não consegui. Havia uma força me segurando para que eu não pudesse levantar para impedi-la de fazer o que eu imaginava que seria capaz.
Marina não piscava, estava em transe. Vi que seus olhos estavam totalmente negros. Finalmente entendi, a morte havia possuído o seu corpo. Não era mais a Marina que estava ali naquela sala. Era a Morte. Vi ela matar cada um que estava naquela sala. Vi o sangue que ela tanto queria se espalhar pelo chão. Vi quando ela me olhou e cravou o copo em seu pescoço.
O ventou havia parado, a chuva também.
Todos que estavam ali comigo estavam mortos, estava assustado de mais para chorar pela perda dos meus amigos. Todos estavam mortos e somente eu saíra vivo, mas por quê? Porque eu estava vivo? Porque a morte não me levou?
 O motivo eu não sabia, me sinto estranho. Sentia meu corpo formigando. Virei-me e olhei meu reflexo no espelho da parede, vi meus olhos ficarem negros. Não havia como fugir, era tarde de mais. A morte estava dentro de mim.

22 junho 2012

DIVULGAÇÃO: Amanhecer - Parte 2 (1º Trailer)


Ok! Muitos de nós que seguiram desde o início a esta trama, não aguentávamos mais esperar para finalmente ver o final da Saga mais famosa do Mundo atualmente.  Lembro como se fosse hoje eu indo assistir Crepúsculo, confesso que não havia gostado muito em um primeiro momento.

Todos na escola só comentavam sobre estes livros e do único filme lançado. Não gostava muito disso, pois não tinha lido os livros. As meninas loucas dizendo quão incrível Edward (lindo, romântico e o sonho de qualquer garota) era.

Mas tudo na vida tem um final, recentemente nos despedimos do pessoal de Harry Potter (que viverá sempre em nossos corações), aquele que estiveram na nossa infância. Agora chegou a vez de abrirmos mão de mais uma coisa que participou da nossa vida! Chega o fim da Saga Crepúsculo...

Foi liberado o primeiro trailer da segunda parte do filme, assistam (e não chorem):



O vídeo foi liberado em comemoração ao 111° aniversário de Edward Cullen. Hoje os filmes são uma das maiores franquias do cinema.

Preparados para 16 de novembro?

16 junho 2012

DIVULGAÇÃO: Série Evolução


Nome: Evolução
Autor: Kássio Pires

Sinopse: Você tem uma vida amplamente normal, sua amizade é única. O medo do seu futuro incerto te contamina. Ele só queria passar no vestibular, era o último ano dele na escola e não teria outra preocupação a não ser entrar em uma universidade. Sua amiga, Mariane, a garota extrovertida, o guia, por telefone, até sua casa por um caminho mais rápido. O prédio abandonado dos Laboratórios Gêneses o fez sentir algo que ele renegou. Uma repugnância. A chuva começa, o prédio sinistro torna-se o seu esconderijo, os raios rasgam o céu, atingem a antiga sede dos laboratórios. Sua vida muda.

Eduardo Hanstall, depois do acidente acorda em um hospital, perplexo, ele estava vivo. A carga elétrica de um raio, mesmo que entraste em sua cabeça, não conseguiu matá-lo. Fatos ocorrem em velocidades extraordinárias, cartas chegam. Ele agora é um Desenvolvido. Conhece amigos, os Vancrov, ama como a força de uma enorme queda d’água. O relacionamento com seu pai, Desenvolvedor de armas da CIA, não vai bem, surge Jensen Willians, que de certa forma, substituiria seu pai.

Seu amor é roubado. Dwllian foi levada pela Concentração. O esforço para tê-la de volta começa. Mitos brasileiros são explorados, suas forças são extraordinárias. Fogem da grande pirâmide amazônica e tudo corria perfeitamente bem, até que um dia antes de partirem para a UFRJ, aparecem pessoas que se contradisseram umas com as outras.

Na introdução da Série, você conhecerá os personagens, sentirá suas fraquezas e suas forças. Será apresentado a um novo conceito de mundo que só, então, em Sombras da Noite será revelado com maior intensidade. O que aconteceria se um anjo fosse a sua casa avisar da chegada de um dos Cavaleiros do Apocalipse?

Pelo pouco que li nos capítulos disponibilizados pelo Kássio (Aqui), esta série é de tirar o fôlego. Como seria se pudéssemos utilizar 100% do nosso cérebro? Isso me fez lembrar do filme “Sem Limites” com Bradley Cooper. Além de nos apresentar uma coisa nova (pelo o menos para mim) sobre um mito da Amazônia, o Akakor.

Tenho certeza de que está série é cheia de surpresa e irá fazermos viajar em um mundo cheio de segredos, aventuras e adrenalinas.  Que sejamos todos um ‘Desenvolvido’ e viajaremos nesta história emocionate.

O booktrailer do livro:



27 maio 2012

MANUAL de Bolso do Novo Escritor - Quero Escrever um Livro, O Que Faço? #PARTE 1

Como estamos Senhores Zazuleigadores? Eu estou com muita vontade de escrever um livro, então resolvi sair e perguntar para os escritores com livros já publicados, dicas para que eu poça criar um 'MANUAL DE BOLSO PARA NOVOS ESCRITORES'. Este manual servirá como um 'guia' para todos aqueles que quiserem se aventurar no mundo literário e escrever suas próprias histórias.

A primeira pessoa que nos deu a honra de dividir todo conhecimento adquirido e usado para escrever 'Equinócio' foi a lindíssima Lu Piras, cujo texto será dividido em duas partes (pois a garota escreve muiiito). Quando fiz o convite, não hesitou em dizer sim, o tema recebido pela mesma foi "Quero escrever um livro, o que faço?". Sem mais delongas, vamos ao nosso primeiro capítulo do nosso manual.
Olá leitores do CZ!

Eu sou a Lu Piras, autora do romance Equinócio que será lançado pela Editora Dracaena em Junho. Alguns de vocês provavelmente já me conhecem da blogosfera literária, das redes sociais, onde faço uma campanha de divulgação bastante massiva sobre o livro. Campanha essa que levou Equinócio ao conhecimento do nosso universo de leitores e garantiu a sua publicação!

Recebi o convite especial do querido Axwell Godoi para inaugurar esta coluna e não pensei duas vezes em aceitar. Achei a ideia genial. A temática é interessante não só para quem quer escrever um livro, também para quem gosta de livros e se interessa pelo mercado editorial aqui no Brasil. Há muito assunto para conversarmos e eu não consigo escrever pouco, então vou passar das apresentações para o tema propriamente dito.

Confesso que fiquei em dúvida de como abordar um tema tão vasto em apenas um post. Para abranger o máximo de informação e facilitar o entendimento de vocês (já escritores, candidatos a escritores ou apenas curiosos), dividi o tema em duas partes: Concepção e Publicação. Na primeira parte, em linhas gerais, procurei traçar o perfil de um escritor e questionar você sobre o que realmente pretende ao escrever um livro, se realmente quer escrever, se escrever é a sua vocação e está disposto a essa entrega. Na segunda parte, de forma mais prática, em sintetizei o processo de publicação, de como enviar seus originais e o que esperar das editoras.

1ª PARTE: CONCEPÇÃO
IDEIA: Uma boa ideia não surge do nada. Eu parto do princípio que se você quer escrever, você gosta de escrever. E, se gosta de escrever, gosta de ler. Para transmitir em palavras as nossas ideias precisamos de um enredo, de saber contá-lo e, consequentemente, capturar, envolver, conquistar o leitor. Quando lemos, cultivamos as ideias, estimulamos a nossa imaginação, praticamos a interpretação e sonhamos mais. Tudo isso é muito importante para compor um enredo. Se você é um bom leitor e tem cabeça sempre pipocando de ideias, já pode passar para a etapa seguinte.

VOCAÇÃO: Tenha em mente que escrever é uma vocação. Uma vocação como a de um pintor, um desenhista, um escultor, um músico, um arquiteto. Escrever é uma forma de arte, é a manifestação da nossa imaginação, é traduzir em palavras uma continuidade de nós, é deixa-se dominar pelas palavras. Se você tem a vocação e uma boa ideia, mas não sabe como transmitir, ou até sabe transmitir, mas sente insegurança quanto à melhor forma de fazê-lo, você precisa praticar. Nem sempre a primeira história que você colocar no papel será “a história”. Nem sempre o primeiro livro será “o livro”. O importante é que você pratique, que escreva muito sem compromisso. Quanto tiver uma ideia, trate de escrever sobre ela. Trate de trabalhá-la, se construí-la e desconstruí-la. Talvez daí surja “o livro”, talvez não. O importante é dedicar-se. A dedicação acontece de forma natural quando temos a vocação.

PRATICANDO: Encare o ato de escrever como um trabalho. É preciso ter organização, disciplina, comprometimento. O ideal é escrever todos os dias, mesmo naqueles em que tiver preguiça por achar que a inspiração fugiu. A inspiração nunca foge, ela pode é estar escondidinha sob os problemas do dia a dia. Por isso, se você estiver num dia difícil em que as ideias parecem ter fugido, não desista, não deixe para o dia seguinte: simplesmente insista. Sente-se no seu canto preferido (aquele que você escolheu para ser o seu cantinho de escritor – o meu é ao lado da janela do meu quarto, numa escrivaninha fofa) e fique olhando para a tela do seu computador ou para a sua folha de papel em branco. Rabisque à vontade até sentir que a concentração chegou. Ouça aquelas músicas que podem criar uma ambiência para a sua história. Em algum momento as ideias chegam e, de repente, você já estará escrevendo. Pode ser que no dia seguinte você leia o que escreveu, não goste e queira mudar tudo. Tudo bem! Você avançou. Pode ter escrito apenas um parágrafo, uma página ou não ter escrito sequer uma frase, mas você não se deixou bloquear, as ideias fluíram e você pensou sobre elas. Isso é produzir, isso também é escrever.

Às vezes acontece de uma ideia surgir em momentos não muito oportunos. Como num Shopping Center, por exemplo (aconteceu comigo!). Neste caso (no meu caso), eu tinha meu celular à mão e foi o instrumento que usei para registrar a minha ideia antes de esquecê-la. Sim, a gente esquece mesmo. Por isso, se a ideia surgir assim que você se deitou para dormir, não seja preguiçoso, levante-se e escreva. Você vai aprender a carregar sempre um bloquinho e uma caneta com você. Anotar as ideias, mesmo que você depois se perca nas anotações, é uma prática muito importante. O “grande diálogo”, aquela “cena perfeita” pode surgir de repente e você precisa estar sempre preparado para anotar.

ESTILO DA NARRATIVA: Partindo do pressuposto que você escolheu seu tema, já escreveu até uma sinopse sobre ele. É preciso avaliar se o tema se encaixa melhor numa narrativa em primeira pessoa (em que o protagonista narra a história) ou em terceira pessoa (um observador, um personagem relata os fatos). Se você quer contar a história no passado, se vai usar feedbacks, se vai escrever no presente. Definir esses pontos vai determinar o seu estilo e a estrutura do seu texto. Não existe uma regra. Analise, pondere, busque livros com cujos estilos de narrativa você se identificou e se baseie neles. Você é o autor, você faz a regra. Não há receitas nem fórmulas.

BRAINSTORM: Você prefere começar fazendo uma grande sinopse do enredo? Você prefere apenas traçar as personalidades dos personagens e a partir daí definir o rumo dos acontecimentos? Você prefere começar pelo fim? Você prefere escrever algumas cenas e depois preencher os espaços entre elas? Não importa como você comece, contanto que não esqueça a coesão e a harmonia da história. Isto é, o equilíbrio do começo-meio-fim. Este é um ponto técnico e existem muitos entendimentos sobre a técnica de escrever, até por que o autor é livre para escolher o seu equilíbrio, obedecendo ao encadeamento de fatos que planejou na sua história. Esse planejamento dependerá do brainstorm que foi feito neste começo. Por isso, pense na melhor maneira de começar antes de começar.

REVISÃO: Revisão é parte fundamental do processo. Para mim, a parte mais dolorosa porque é quando nos deparamos com o trabalho já pronto e aparentemente perfeitinho para nós, mas não pronto para o público. Para estar pronto para o público, ou seja, comercializável, é preciso adequá-lo às normas do novo acordo ortográfico, cortar os excessos, aparar arestas, modificar o que estiver soando estranho à leitura em alta voz, talvez ouvir a opinião de alguém de sua confiança (de preferência, alguém que se inclua no público-alvo do seu gênero literário). A primeira coisa a fazer na revisão é imprimir o texto. No papel os erros ressaltam. Releia tudo e faça as correções nas margens. Tenha um bom dicionário ao seu lado. Uma dúvida, por menor que seja, tem que ser esclarecida. Você precisa ter certeza. Se estiver trabalhando no computador, o MS Word tem ótimas ferramentas de revisão e correção. Não tenha preguiça de ler e reler quantas vezes forem necessárias. É claro que você sempre vai encontrar algo para mudar, afinal, você quer o seu texto perfeito, redondinho. Eu garanto que chegará o momento em que olhará para ele e saberá a hora de parar. Sabe que Ernest Hemingway reescreveu trinta vezes o último parágrafo de seu livro “Adeus às Armas” até ficar satisfeito? Pois é. Console-se e tome-o por exemplo. Sem dúvida, um bom exemplo. Escrever é praticar e persistir.


LEIA A PARTE 2 DAS DICAS DE LU PIRAS (AQUI)

Lu Piras nasceu em 1980, no Rio de Janeiro e é advogada. Desde pequena tinha adoração por livros. Adorava a feirinha de livros que havia todo o ano no colégio onde estudou em Botafogo. Ficava na fila para conseguir autógrafos de livros que ainda hoje guarda com carinho. Literatura fantástica é a sua preferida. Especialmente aquelas destinadas ao público chick lit, romances cor de rosa! Essa paixão a levou a escrever seu primeiro romance aos 15 anos. Chama-se "A Rosa".
Em 2009 decidiu recomeçar. Começou a escrever a série Equinócio neste mesmo ano e o fez com tanto prazer, que em sete meses os quatro livros estavam terminados.

Texto de
BLOG 
COMPRE EQUINÓCIO




20 maio 2012

TEXTO: Felicidade Clandestina - Clarice Lispector

Senhoras e Senhores Zazuleigadores, na aula de teatro passadas, o professor pediu a todos que escolhessem um monólogo e apresentasse para todos, a Camila escolhei este lindo texto da RENOMADA  Sra. Lispector que eu amei, se você gosta de ler... não pode deixar de apreciar cada palavra.

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem qui

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.